“Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8º andar, onde a dona Maria mora porque ela me adora, e eu sempre posso entrar. Era bem o tempo de você chegar no T olhar no espelho seu cabelo, falar com seu Zé, e me ver caindo em cima de você como uma bigorna cai em cima de um cartoon qualquer. E aí só nós dois no chão frio, de conchinha no meio fio. No asfalto riscados de giz, imagino que cena feliz. Quando os paramédicos chegassem e os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblon, a gente ia para necrotério ficar brincando de sério deitadinhos no bem bom. Cada um feito um picolé com a mesma etiqueta no pé. Na autópsia daria pra ver como eu só morri por você. Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8º andar, em vez disso eu dei meia-volta e comi uma torta inteira de amora no jantar.”

Padrão

Retirado de:

Site: http://www.parafernalha.com.br

Créditos:
Cantora e compositora – Clarice Falcão
Direção – Osíris Larkin
Som direto – Daniel Curi
Produção – Maria Eduarda Magalhães
Edição – Osíris Larkin
Produção de moda – Vanessa Marques

About mundoparticularlay

Sou um ser humano. Pelo menos, suponho ser. Talvez mais que uma máquina ridícula de idéias antiquadas e sonhos impossíveis, porém honestamente, é isso que sou, mas me contento em olhar pro futuro e pensar que minhas idéias não são tão estúpidas e que, com grande esforço meus sonhos poderão virar realidade. Posso ser de um tudo (indiferente, excêntrica, implícita, exagerada, intensa, instigante, irônica, sarcástica, anti-social, incoerente, chata, cínica, entediada e por vezes entediante). A dona do ócio improdutivo, praticante do sedentarismo, inoperante, procrastinadora ostensiva. Sou perfeccionista, desastrada, arrependida e azarada, desmemoriada e ciumenta embora, tranqüila, sincera, tímida, tola, ingênua, compassiva e entregue. Não sou perfeita e tenho sérios problemas com a perfeição posso ser várias e mesmo assim, continuar sendo uma só. Então é isso, posso ser incomum, mas convivo bem com as diferenças, só não espere que eu incorpore as “normalidades”...

3 responses »

  1. Muito interessante como ela retrata a política brasileira usando metáforas de um amor proibido!!!

    Sim, eu concordo com o CD de uma pessoa só Clarice!
    🙂

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