Por que existem pessoas que ainda condenam o ‘falar’ em sexo?

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 Pleno século XXI existe ainda quem fique chocado ao escutar jovens falando sobre SEXO.

Crianças de 11 anos grávidas, pais de 13, tudo de bem que não é natural, mas nos dias de hoje está se tornando cada vez mais comum.

A questão é: Como tratar esse novo ‘modo de vida’? Essa nova modernidade onde crianças cuidam de crianças?

Pois é, um assunto velado, sigiloso e cheio de (falso) pudor. Uma imoralidade que só será controlada quando a sociedade deixar de lado o machismo enrustido e começar a tratar com mesmos ‘direitos’ sociais homens e mulheres.

Homens* sexualmente, bastante, ativos tem lugar garantido para contar suas caçadas, pôr seus amigos a par das suas ‘fofocas sexuais’, números e até a abertura de uma roda de discussões sobre o alvo é bem-vindo. É socialmente aceito, legítimo, constituindo até propaganda a seu favor.

Já as mulheres devem se manter virgens, castas, puras, sem pensamentos ou atos que as levem a ser condenadas, taxadas e rotuladas como ‘putas’, ‘vadias’ e tantos adjetivos pejorativos que conhecemos. Acho ainda que muitas mulheres perderam a noção do ridículo, o senso crítico, abdicando totalmente do seu cérebro. A mídia, cheia de vazios, conseguiu fixar em suas mentes conceitos deturpados de mulher, no sentido mais essencial. Mas, isso é outro assunto, que deixarei para um próximo artigo.

Homens e mulheres são ‘feitos’ do mesmo material, somos seres fisiologicamente idênticos constituídos de necessidades e desejos, sem exceções. Até em economia, sexo constitui necessidade fisiológica, estando presente na base da Pirâmide de Maslow (Teoria das hierarquias das necessidades).

Ser um “Alexandre Frota no cio, depois de comer 20 ostras em noite de lua cheia” tudo bem, mas uma mulher que fala ou assume que gosta sim de sexo é algo, que para alguém, renderia até a fogueira.

Agora vamos os fatos: como nós nascemos mesmo? Quantos e tantos de nós foram de ‘escapulidas’, ‘filtrados’, indesejados ou até desejados mesmo… Mas até onde conheço, ninguém se fez por geração espontânea… Todos temos 50% de material genético masculino e 50% feminino (aos que esquecem, o espermatozoide sozinho não gera filho não, assim como o feminino também é verdadeiro. O zigoto é a célula diploide (2n) resultante da união dos núcleos haploides –cariogamia- de duas células eucarióticas mutuamente compatíveis. Resumindo: um espermatozoide e um óvulo).

Especificando as coisas a gente precisa de um “pênis, pau, pinto, Bráulio, piroca em estado de ereção dentro da vagina, perereca, perseguida, periquita (…) lá ele ficou, quer dizer, ele saiu, ou melhor, ele ficou e saiu até que…Tcha nananam…deu uma bela e revigorante gozada e “Voilà”! Depois de nove meses (…) o resultado – e esse é você.”

Como diria a música da Alanis Morissette “Dizem que em Boston até os feijões fazem”.

E mais, acho que as pessoas ficariam mais felizes, menos estressadas e chatas se praticassem com mais frequência. No lugar de ficar falando dos outros façam sexo. Ao invés de procurar por vingança transem. Quando sentirem vontade trepem. Se gostarem, faça amor… Mas enfim… Parem de hipocrisia, porque se fosse ruim a humanidade já estaria extinta, a raça seria substituída e nada faria sentido (hormônios, sensações, sentimentos…).

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* Não estou querendo generalizar, colocando que todo homem é machista, preconceituoso ou estúpido, afinal para toda regra há suas exceções.

About mundoparticularlay

Sou um ser humano. Pelo menos, suponho ser. Talvez mais que uma máquina ridícula de idéias antiquadas e sonhos impossíveis, porém honestamente, é isso que sou, mas me contento em olhar pro futuro e pensar que minhas idéias não são tão estúpidas e que, com grande esforço meus sonhos poderão virar realidade. Posso ser de um tudo (indiferente, excêntrica, implícita, exagerada, intensa, instigante, irônica, sarcástica, anti-social, incoerente, chata, cínica, entediada e por vezes entediante). A dona do ócio improdutivo, praticante do sedentarismo, inoperante, procrastinadora ostensiva. Sou perfeccionista, desastrada, arrependida e azarada, desmemoriada e ciumenta embora, tranqüila, sincera, tímida, tola, ingênua, compassiva e entregue. Não sou perfeita e tenho sérios problemas com a perfeição posso ser várias e mesmo assim, continuar sendo uma só. Então é isso, posso ser incomum, mas convivo bem com as diferenças, só não espere que eu incorpore as “normalidades”...

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